Etiqueta: mundo digital

4 Dicas Para Desenvolvimento De Profissionais Na Era Digital
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4 dicas para desenvolvimento de profissionais na era digital

Existem no mercado profissionais bem estabelecidos, com carreiras consolidadas, que precisam de uma reciclagem de conhecimento. Também existem jovens profissionais que estão antenados a tudo o que se passa à sua volta em relação ao mundo digital, mas que ainda possuem pouca experiência de mercado para atuarem de forma estratégica nas organizações.

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O Poder Do Selfie No Branding Digital Das Marcas
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O Poder do Selfie no Branding Digital das Marcas

  Após a ação de “Selfie” de Ellen Degeneres (patrocinada pela marca Samsung), que tirou uma foto rodeada de estrelas de Holywood durante a cerimônia dos Oscars e entrou para a história como a mais partilhada no Twitter, ao superar um milhão de “tweets” em menos de uma hora, muito se tem ouvido sobre essa palavra, “Selfie”. Um termo atual, mas uma ação que já existia mesmo antes dos smartphones e da internet. O “Selfie” significa autorretrato, o que torna os autorretratos pintados por Tarsila do Amaral e Van Gogh um “Selfie”. A diferença é que, nos dias atuais, essa ação se tornou mais fácil e instantânea com o uso de smartphones com câmeras sincronizadas às mídias sociais, que vem se popularizando em função do “narcisismo” de muitas pessoas e da “necessidade” de compartilharem momentos “sempre felizes” com a sua rede de amigos. Porém, ainda são poucas as iniciativas das marcas para utilizarem essa ferramenta como uma poderosa estratégia de Branding Digital. Apenas a marca Samsung se apropriou desse tipo de ação, muito pautada pelo uso de celebridades internacionais, que contribuem para uma rápida e volumosa reverberação, além de dar credibilidade, devido à sua afinidade com a ação. Afinal, o smartphone é o meio usado para a produção e disseminação do autorretrato. Para aumentar a audiência exposta à ação de “Selfie” e gerar ainda mais mídia espontânea (earned media), a Samsung se utilizou de “Product Placement”, que é a inclusão da marca dentro de um conteúdo de entretenimento, como se fosse um adereço, mostrando-o de maneira sutil como parte integrante do contexto. Além disso, se utilizou de momentos oportunos como no caso do jogador de beisebol David Ortiz que tirou uma foto com o Presidente Obama em uma visita a Casa Branca na frente de muitos jornalistas. “Product Placement”, celebridades internacionais e momentos oportunos foram os ingredientes encontrados pela Samsung para viralizar suas ações de “Selfie” e se promover no mundo online e offline, uma integração fundamental e importante para obter alcance da audiência e reverberação da marca. Novos modelos de “Selfie” vêm surgindo e ganhando espaço, como o “Braggie”, que é um “Selfie de ostentação” por mostrar momentos para causar inveja à rede de amigos. Resta às marcas identificarem oportunidades e os momentos oportunos para se inserirem no “momento Selfie” das pessoas e conquistarem engajamento e mídia espontânea ou mesmo contribuírem para a criação desses “momentos” para que possam fazer parte deles, como no caso da Dove. A marca desenvolveu uma campanha “Selfie” convocando meninas para buscarem sua própria beleza e a aceitação do corpo, ou seja, criou “momentos Selfie”. Para isso, meninas de uma escola na Inglaterra foram desafiadas a fazer um “Selfie” procurando ressaltar aquilo que elas menos gostassem em si mesmas, as mães também foram convocadas para o mesmo desafio, pois o objetivo da ação era mostrar que as frustrações com a aparência ultrapassam gerações. O resultado foi um vídeo com mais de cinco milhões de visualizações no YouTube. Recentemente, o apresentador Marcos Mion, ícone do mundo fitness e dono de um milhão de seguidores em seu perfil no Instagram, exibiu seus bíceps em um “Selfie” e aproveitou o momento para divulgar a marca de suplementos alimentares do qual é garoto propaganda. Ação similar à realizada pelo ator Cauã Reymond em plena passarela do SPFW durante seu desfile para a marca Ellus. Com a popularização dessas ações, independente do uso de celebridades, como uma ferramenta de merchandising no mundo digital, as marcas precisam estar cada vez mais atentas para que as propagações sejam positivas e não alvo de um constrangimento, como no caso da Samsung no Oscar, que apesar de se tornada a maior ação de “Selfie”, também foi alvo de criticas, já que a atriz Ellen foi flagrada nos bastidores disparando tuites com o seu iPhone, que é uma marca concorrente. Então, embora a iniciativa da Samsung tenha aproveitado uma oportunidade do mercado, é de extrema importância que as ações sejam bem gerenciadas e que se pensem em todos os detalhes para que uma atitude, como a de Ellen utilizar um Iphone, não prejudique o que, rapidamente, foi conquistado – nesse caso, o mais de um milhão de compartilhamentos do Selfie. Assim, percebendo os poucos cases de sucesso que podemos citar de marcas que aproveitam as oportunidades do momento, conclui-se que grande parte das empresas não possui a devida preocupação com a repercussão negativa que as redes sociais podem gerar, precisando trabalhar melhor o seu branding digital e garantindo que sua imagem estará fortalecida e preservada nesses canais. Por Sandra Turchi* e Renata Benigna**   *Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos segmentos de mercado. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de ser articulista de diversos portais. **Renata Benigna atua como profissional de Mídia Online e Offline no segmento de telecomunicações e é especialista em Marketing Digital. Pós-graduada em Administração em Marketing pela FAAP e Comunicação com o Mercado pela ESPM, atualmente é professora das disciplinas de Mídias Sociais e Mídia Online dos cursos de extensão em Comunicação e Marketing Digital e Planejamento e Compra de Mídia Online da ESPM.

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Treinamento Corporativo Na Era Digital
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Treinamento corporativo na era digital

Se no passado recente boa parte das corporações sentia-se obrigada a estar atenta à forma como seus concorrentes se posicionavam na internet e também ao que de mais relevante acontecia na web, hoje existe a certeza de que isso só não basta. Além de navegar, é preciso marcar presença nas redes sociais e tentar tirar delas o maior proveito possível. E é aí que mora o perigo. Uma informação incorreta, uma resposta mal-criada a algum internauta, ou simplesmente não reagir de forma adequada a críticas sobre a empresa, seus produtos e serviços, pode por tudo a perder. É sempre bom lembrar que o que entra na internet fica nela para sempre. Daí a importância de um treinamento personalizado in company para que os profissionais de diferentes áreas da empresa saibam lidar com as novas demandas e com as ferramentas de comunicação que surgem a cada dia. E cabe ao departamento de Recursos Humanos determinar como realizar esse treinamento, com foco no segmento online, ou mesmo selecionar empresas especializadas que possam auxiliá-lo nesse sentido. Não há dúvida de que atualmente a maioria das pessoas se comunica por meio dos canais digitais com amigos, familiares, pessoas conhecidas e também com clientes e prospects, e nesses últimos casos nem sempre com o conhecimento e consentimento da empresa em que trabalham. Por isso é importante que cada profissional saiba como se posicionar nessas mídias e também utilizar corretamente as diversas ferramentas que estão disponíveis e que podem auxiliá-los a obter melhores resultados em suas respectivas funções. Hoje, o maior desafio é a velocidade com que ocorrem as mudanças. O comportamento dos consumidores é uma prova disso, como revela uma pesquisa da Accenture realizada com dez mil clientes online em dez países. Um dos exemplos citados no estudo foi o de uma professora universitária que tem o hábito de verificar seus e-mails antes de dormir. Num determinado dia, ela recebeu um convite para participar de um congresso em Londres, e optou por comprar passagens aéreas pela internet naquela mesma noite. Houve também o exemplo de outra consumidora que escolheu certa marca de produto para a família porque este foi produzido com meios sustentáveis. É com base na captura de informações como essas que é possível conhecer melhor o público-alvo e assim desenvolver novos produtos e serviços que estejam de acordo com seus anseios, ou mesmo determinar ações de marketing e promoções que estimulem as vendas. As empresas que estão atentas a esses sinais de mudança conseguem apresentar alternativas inovadoras para seus clientes. É o caso da locadora de veículos Hertz que ao fazer um exame detalhado do setor de locação de veículos criou em 2008 um novo serviço voltado ao consumidor que prefere compartilhar carros a possuí-los. A Divisão que atualmente é conhecida como Hertz On Demand, teve um início modesto, mas hoje conta com mais de 130 mil membros, o que lhe rende um faturamento superior a US$ 30 mil. Outro exemplo é o da Pearson, uma das editoras gigantes da área de educação, que apostou na tecnologia digital para melhor atender aos alunos e professores. A empresa repensou sua atuação para passar a oferecer serviços de infraestrutura tecnológica, software e consultoria a escolas de ensino fundamental e médio nos Estados Unidos, o que acabou sendo sua principal fonte de renda e não mais a venda de livros escolares. Tais sistemas de informação permitem à escola acompanhar os horários dos alunos, e também ajudam os professores a preparar suas aulas. Um olhar atento ao mercado, junto a um treinamento in company customizado contribui para que os profissionais das diversas áreas da empresa saibam extrair dados relevantes e de que forma trabalhar com eles. Por meio do mapeamento de cada área da empresa e de suas características são também determinadas quais metodologias, sistemas e recursos devem ser implantados. O tempo está cada vez mais acelerado, o que obriga as corporações a se preparem nesse mesmo ritmo para não perderem as oportunidades de um mercado globalizado, altamente competitivo, e cada vez mais digital. Por Sandra Turchi*   *Sandra Turchi é sócia-diretora da Digitalents, empresa que visa impulsionar os resultados dos seus clientes no universo digital através de serviços de consultoria, headhunting, cursos abertos e treinamentos in company, sempre com foco em temas relacionados a marketing digital e e-commerce. É palestrante, consultora e professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM onde também criou diversos cursos de Marketing Digital desde 2008. É autora do Livro “Estratégias de Marketing Digital e E-commerce”, publicado pela Ed. Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de articulista de diversos portais.

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O Desafio De Achar E Reter Talentos No Mercado Digital
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O desafio de achar e reter talentos no mercado digital

As novas tecnologias móveis, o crescimento das redes sociais, a expansão do mercado digital – e em particular do e-commerce e de outros serviços disponibilizados na rede – são alguns dos fatores que contribuem para que pessoas e empresas estejam cada vez mais interconectadas. E se de um lado tudo isso abre inúmeras possibilidades para serem exploradas pelo mundo corporativo, de outro esbarra em um grande problema: a falta de profissionais capacitados para lidar de forma adequada com esses canais de interação com o cliente. O apagão da mão de obra especializada, tão vivenciado no segmento de tecnologia da informação e responsável por elevar as despesas com a folha de pagamento das empresas que hoje é da ordem de 36% do orçamento, ameaça também as empresas que querem trabalhar, ou que já o fazem, no mundo digital, e constitui o grande desafio dos gestores de recursos humanos dessas companhias: onde achar e como reter esses talentos? Diante dessa dificuldade, uma das saídas é treinar internamente. E aí surge outra questão: que tipo de profissional selecionar para esse treinamento? Os mais jovens e inovadores, a maioria web native que sabe navegar com desenvoltura nessas novas mídias, mas ainda inexperiente no jogo cotidiano e competitivo das companhias, ou os mais experientes, boa parte com mais de 40 anos de idade, que pode estar um pouco menos conectada com todas as mudanças recentes no mundo digital, mas bem mais tarimbada em termos de estratégias e de conhecimento do mercado? Trata-se de um dilema real e não há respostas fáceis, muito menos fórmulas padronizadas para solucioná-lo e que, na maioria dos casos, ultrapassa as fronteiras, deixando de ser apenas um problema para a área de RH, repercutindo também nos setores de marketing, desenvolvimento, comercial e administrativo. Uma alternativa válida seria unir esses dois profissionais, para que juntos pudessem combinar seus skills e aprender uns com os outros, obtendo, assim, os resultados esperados e, principalmente, os inesperados – e positivos -, para as companhias. Especificamente no e-commerce essa falta de profissionais é ainda mais sentida, até porque esse segmento está em franca expansão. O levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) revelou que o comércio eletrônico fechou 2013 com faturamento da ordem de R$ 31,11 bilhões; mas em contrapartida, outra pequisa realizada em conjunto pela e-bit e pela Universidade Buscapé Company, do Grupo Buscapé, mostrou que 65% dos candidatos que participaram do processo de seleção para trabalhar nessas empresas estavam despreparados para a função, o que evidencia a necessidade de formação específica. As áreas de RH das empresas podem ajudar, no sentido de montar equipes multidisciplinares que reúnam conhecimentos sobre tecnologia da informação, ferramentas de análise de dados, segurança da rede, marketing, empreendedorismo, entre outros, e buscar apoio especializado para que possam trabalhar juntas, encarregando-se também de promover constantemente cursos de atualização e aperfeiçoamento profissional. Mas também é aconselhável que as pessoas, de outra parte, busquem individualmente e por sua própria conta, aumentar seus conhecimentos, principalmente os que lhes permitirão transitar com maior desenvoltura no ambiente digital. Devem se incluir nesse rol os profissionais “sênior”, fazendo um esforço para quebrar suas resistências e aprender a lidar com esse novo mundo propiciado pela internet e pela mobilidade. A interatividade veio para ficar e é um caminho sem volta. As empresas e as pessoas que ainda não acordaram para essa realidade já estão perdendo oportunidades valiosas para ampliar e melhorar sua atuação. Por Sandra Turchi*   *Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos segmentos de mercado. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de ser articulista de diversos portais.

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Profissionais De Marketing Digital Alta Demanda, Pouca Capacitação
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Profissionais de marketing digital: alta demanda, pouca capacitação

Não é segredo que o mercado digital está em constante expansão. Considerando a infinidade de oportunidades geradas para marcas, públicos e profissionais, isso é bastante positivo, afinal, é uma nova e eficiente forma de se relacionar e de se comunicar, além de ser um novo segmento, o que, consequentemente, gera uma alta demanda por profissionais qualificados. Mas, como tudo o que é novo, há sempre o risco da imprevisibilidade, que é potencializado pela rápida velocidade de mudança: a todo o momento há novos recursos nas redes sociais, novas redes sociais, novas ferramentas de monitoramento, novas leis regulamentando o que pode e o que não pode ser feito e novos estereótipos de conduta, ditando regras do que é certo e do que é errado fazer no mundo online. Diante desse contexto, torna-se necessário que, mais do que nunca, os profissionais da área estejam constantemente atualizados: lendo as notícias, acompanhando as novidades das redes, sendo curiosos para entender os novos recursos disponíveis, participando de treinamentos e cursos, conversando com outros profissionais da área, entre tantas outras formas de saber o que acontece nesse mundo. De preferência, em tempo real. Outra característica desse novo mercado, também como consequência do curto tempo em que ele existe, é o fato de que muitos profissionais, que nunca trabalharam ou estudaram marketing digital, mas se consideram heavy users (pessoas que estão sempre conectadas na internet e nas redes sociais, mas, não necessariamente, utilizando-as profissionalmente), acharem que são capacitados para trabalharem com mídias sociais, pensar em estratégias, gerenciar contas, montar relatórios de monitoramento, produzir conteúdos… Mas não é bem assim: podemos dizer que quem trabalha com mídias sociais precisa ser heavy user, mas não basta ser heavy user para trabalhar com mídias sociais. O mercado é novo, a imprevisibilidade faz com que não saibamos se teremos que, do dia para noite, repensar estratégias, cancelar publicações, considerar novos parâmetros de monitoramento. Mas isso não significa que o mercado seja amador. Pelo contrário – trabalhar com mídias sociais significa conhecer muito o mercado para conseguir contornar situações inusitadas com agilidade. A cada dia percebemos que o trabalho de social media está profissionalizado. Cursos, treinamentos e pós-graduação estão disponíveis para quem realmente gosta da área. Empresas que nunca se imaginaram na internet estão procurando consultorias e agências para entenderem melhor desse mundo online, iniciando sua presença digital. Isso faz com que a demanda por profissionais cresça – o mercado está aquecido. Mas, de acordo com a Digitalents, consultoria e headhunting de marketing digital, enquanto aumenta a procura por profissionais, aumenta, também, a falta de candidatos qualificados para assumirem os cargos. Currículos têm aos montes, mas nem todos possuem a capacitação necessária. Sim, é possível que empresas e agências treinem profissionais que queiram iniciar nesse mercado, mas, para cargos que exigem pró-atividade e independência do profissional na agência, é necessário que haja conhecimento e experiência anterior significativa. Dessa forma, as dicas que ficam são: vagas existem, o mercado absorve os bons profissionais e, se você tem interesse em atuar com marketing digital, dê prioridade à sua capacitação nessa área: estude, leia, converse. E cuide do seu networking! Por Sandra Turchi* e Tânia d’Ávila**   *Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). É Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos setores e grandes empresas. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP com Toronto University, fez também empreendedorismo na Babson. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas em 2012. **Tânia d’Ávila é graduada em Relações Públicas pela FAAP, pós-graduada em Marketing e Comunicação Integrada pelo Mackenzie e cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. Possui experiência na área de branding e, atualmente, trabalha com marketing digital na Digitalents.

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Os Novos Comportamentos De Consumidores E Marcas Com O Advento Das Redes Sociais
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Os novos comportamentos de consumidores e marcas com o advento das redes sociais

O avanço tecnológico e, principalmente, o surgimento da internet, contribuiu para que o comportamento das pessoas passasse por fortes modificações nos últimos tempos. Essa mudança está presente em vários aspectos, mas se resume à facilidade de relacionamento gerada pelas novas possibilidades de comunicação. Essa facilidade começou com os fotologs, blogs e chats online – no formato, principalmente, de salas de bate-papo. Essas ferramentas eram utilizadas no dia a dia das pessoas, na função de “diários virtuais”: serviam para que fomentasse o relacionamento entre amigos e conhecidos. Nessa época, as pessoas se deslumbravam pela possibilidade de poder exaltar seu ego de maneira pública, mesmo que virtualmente. Aos poucos, essas ferramentas foram se modificando, ganhando força e sua utilidade passou a ser vista não apenas para uso pessoal, mas, também, para uso corporativo – dessa forma, as marcas passaram a se apropriar desses meios de comunicação para estabelecer um relacionamento com seu público. Mas, claro, isso não aconteceu do dia para noite – houve um longo processo de entendimento e adaptação. Fator essencial para esse processo foi o surgimento das redes sociais. Começou pelo orkut que, embora esteja obsoleto, foi importante para que as pessoas conhecessem as funcionalidades de uma rede social, se adaptassem a ela, reencontrassem amigos e fizessem com que esse tipo de rede se tornasse parte das suas vidas. Da mesma forma, foi importante para que as marcas começassem a perceber a força da internet – no Orkut, era possível que os usuários criassem comunidades específicas para falar sobre a marca e/ou um produto da marca. Nessas comunidades, havia tópicos que abordavam tanto questões positivas quanto questões negativas. Nesse ponto, as empresas que perceberam a força dessas comunidades e se manifestavam respondendo aos consumidores, saiam na frente. Da mesma forma, muitas marcas começaram a ser mais rápidas do que os usuários e, elas próprias, criaram a sua “comunidade oficial” – assim, o controle da comunicação e o gerenciamento da comunidade estavam nas mãos delas. Com a queda do orkut e ascensão do Facebook e Twitter – entre outras redes sociais também consideradas expressivas – a internet foi se tornando um ótimo lugar de relacionamento entre público e marca. O próprio Facebook colocou como regra que empresas não poderiam ter um perfil, mas sim, uma página. Dessa forma, criava-se um espaço exclusivo e convidativo para que empresas estivessem presentes nas redes sociais. Ao mesmo tempo, os consumidores começaram a perceber que também tinham força na internet e, dessa forma, a comunicação passou a ser uma via de mão dupla – utilizar as redes sociais para reclamar de um mau atendimento, de um produto com defeito, de problemas com a prestação de serviço, entre outros, mostrava-se muito mais eficiente do que ligar para o call center ou brigar pelos seus direitos no próprio estabelecimento. Isso, porque o alcance das redes sociais é extremamente abrangente – pessoas que estão em outra cidade e, até, outro país, podem ter acesso à sua reclamação. Além disso, dependendo da repercussão e do quão influente você é, essa reclamação pode se disseminar rapidamente, fazendo com que os mais diversos públicos – até quem não tem contato com a marca – fique ciente do ocorrido. Assim, se, antes, o consumidor tinha voz pouca ativa, com as redes sociais esse cenário muda e o consumidor ganha força. Da mesma forma, as redes passam a ser um ótimo local para fazer pesquisas de satisfação – o consumidor, ao procurar por um produto, não leva mais em consideração, apenas, o melhor preço, mas a reputação do produto, da marca e da loja onde pretende efetivar a compra. Ou seja, aquela marca que não cuida ou se preocupa com sua imagem nas redes sociais, pode ser seriamente prejudicada e perder consumidores. Dessa forma, podemos concluir que, considerando a relação entre público e empresa, as principais mudanças foram o poder de comunicação que as redes sociais deram aos consumidores, além da necessária mudança de posicionamento das marcas, já que, hoje, não basta que uma empresa tenha uma boa propaganda se o serviço prestado não acompanhar as promessas da marca, o que significa que, mais do que nunca, as marcas precisam agir com transparência e respeito aos seus consumidores. Por Sandra Turchi* e Tânia d’Ávila** *Sandra Turchi é Sócia-diretora da DIGITALENTS, consultora e palestrante sobre em Marketing Digital e E-commerce. Leciona no MBA da FGV em Marketing Digital e coordena diversos cursos de férias na área digital da ESPM-SP. Atuou como executiva de Marketing por mais de 20 anos e foi executiva de grandes empresas de diversos setores. Bacharel em Administração de Empresas pela FEA/USP, pós-graduada pela FGV/EAESP, possui MBA pela Business School SP com a Toronto University e estudou empreendedorismo na Babson College. Autora do livro “Estratégias de Marketing digital e E-commerce”, publicado pela Ed. Atlas em 2012. **Tânia d’Ávila é graduada em Relações Públicas pela FAAP, pós-graduada em Marketing e Comunicação Integrada pelo Mackenzie e cursou Docência com foco em Metodologia de Ensino Superior e Pesquisa pela FGV. Tem experiência na área de branding e, atualmente, trabalha com marketing digital na Digitalents.

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O Mercado Brasileiro De Social Media Research
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O mercado brasileiro de Social Media Research

De acordo com o último relatório da ComScore, “2013 Brasil Future in Focus”, o Brasil, hoje, representa  35% da América Latina em usuários no Facebook. Do tempo despendido online pelos brasileiros (cerca de 27 horas, em média, por mês), 9,3 horas são em sites de redes sociais, das quais 93% são no Facebook. Percebe-se que há uma evolução no mercado de mídia social, agora mais maduro e pronto para implementar métricas, análises profundas de metadados, passando a entender a importância da Netnografia. Vale exemplificar alguns tipos de estudos realizados com pesquisas netnográficas nos diversos segmentos no mercado brasileiro. Esse tipo de pesquisa aplicada à indústria de bebidas teve como objetivo reconhecer os principais padrões comportamentais referentes à Geração Milênio, sobre o viés da música e tecnologia, no qual foi possível observar o seguinte: uso intenso das redes sociais, abertura de detalhes íntimos da vida pessoal, compartilhamento dos seus ídolos na música, jogos, filmes e também sua forte comunicação com amigos. O uso da tecnologia foi peça chave para compartilhar os momentos mais íntimos e importantes com os seus amigos. Em outro segmento, na indústria de seguros, o objetivo da pesquisa netnográfica era entender e identificar a jornada comportamental do corretor de seguros, como também a percepção da marca pelo olhar do consumidor. A jornada do corretor de seguros refletiu-se nas dificuldades de entrega do produto para o consumidor final na área de seguros de carros, ao mesmo tempo em que a percepção sobre determinada marca foi prejudicada devido aos problemas de comunicação interna e controle de qualidade. Neste caso, podemos observar a relevância da imagem perante a entrega do produto, como também, o papel do consumidor como fator principal, que deseja que o produto seja entregue de acordo com o prometido. Na indústria de cosméticos, por exemplo, a pesquisa netnográfica foi útil para entender o comportamento do consumidor em relação à marca. Neste estudo foram observadas as dificuldades da realização da venda direta devido às questões ligadas à logística e qualidade do produto. Ao mesmo tempo, na indústria de moda infantil, o foco da pesquisa netnográfica era identificar os principais padrões comportamentais de mães e a sua conexão com o seu primeiro filho. Neste estudo, as características são: a decisão de ser mãe, o planejamento da chegada do bebê e o equilíbrio do profissional e pessoal, muitas vezes caminhando para a jornada empreendedora no mercado de moda infantil. Pudemos observar, também, a transformação da mulher para o novo papel como “mãe”. A importância da pesquisa netnográfica no mercado de marketing e publicidade brasileiro demonstra a maturidade para a evangelização e implementação de novas técnicas e metodologias no mercado de social media research. Hoje, podemos observar o crescimento nas empresas com foco em big data focado na jornada do consumidor: online, off-line, vendas diretas, carteira eletrônica e o tradicional banco de dados. Os eventos esportivos como a “Copa do Mundo2014”e as “Olimpíadas2016”podem ser considerados oportunidades únicas para a implementação de novas técnicas e metodologias de pesquisa, buscando a inovação na análise do comportamento do consumidor. Por Sandra Turchi* e Tatiana Tosi** *Sandra Turchi é Sócia-diretora da DIGITALENTS, consultora e palestrante sobre em Marketing Digital e E-commerce. Leciona no MBA da FGV em Marketing Digital e coordena diversos cursos de férias na área digital da ESPM-SP. Atuou como executiva de Marketing por mais de 20 anos e foi executiva de grandes empresas de diversos setores. Bacharel em Administração de Empresas pela FEA/USP, pós-graduada pela FGV/EAESP, possui MBA pela Business School SP com a Toronto University e estudou empreendedorismo na Babson College. Autora do livro “Estratégias de Marketing digital e E-commerce”, publicado pela Ed. Atlas em 2012. **Tatiana Tosi – Pesquisadora de tendências e comportamentos sociais digitais, com ênfase em netnografia. Pós-Graduada em Marketing pela ESPM – SP. Especialista em Inteligência Competitiva nas Redes Sociais pela Fundação Getulio Vargas (SP), é membro do Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento ECA USP. Entre os projetos de netnografia em que esteve presente destaca-se: Bradesco Seguros, Coca-Cola, FMU – SP. Articulista em diversos grupos de tendências digitais.

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Empreenda No Mundo Digital
E-commerce

Empreenda no mundo digital

Em todo começo de ano é comum as pessoas fazerem aquelas famosas promessas e listas com as resoluções do que pretendem mudar. Iniciar uma dieta, cuidar da saúde, praticar exercícios físicos, passar mais tempo com a família e os amigos, são os desejos mais citados. Em termos profissionais, o sonho não mais se restringe aos de praxe, como obter uma promoção, um aumento de salário ou mesmo trocar de emprego. Muitos gostariam mesmo é de iniciar um negócio próprio. E hoje, mais do que nunca, isso é algo possível, principalmente se for um empreendimento no mundo virtual. Nunca se empreendeu tanto no Brasil, como temos observado nos últimos anos e, com certeza, isso se deve ao grande número de jovens que vem apostando em startups ligadas às oportunidades do universo digital, mas não são somente eles. Muitos profissionais mais maduros, cansados do stress, rotina e política presentes no mundo corporativo (ou, como costumo brincar, “mundo cãoporativo”), também tem ficado atentos aos projetos ligados à web, como uma forma de criar seu próprio negócio. A internet oferece uma gama imensa de oportunidades para quem quer empreender, como a venda de produtos (como um e-commerce para nichos de mercado, por exemplo) ou a criação de serviços dos mais variados tipos, aplicativos, games, entre várias outras possibilidades. Mas é preciso considerar alguns fatores. O principal deles é que não basta ter uma ótima ideia. Como em qualquer outro negócio, se faz necessária a elaboração de um plano de negócio, com análises de viabilidade econômica e mercadológica, verificar se há ou não concorrentes, quem seriam os fornecedores e o público-alvo, além de todas as questões legais para formalização da empresa, da mesma forma como ocorre com os empreendimentos físicos convencionais. Um bom exemplo é o de Renato Steinberg, um dos criadores da Fashion.me, a primeira e maior rede social especializada em moda, criada em 2008, e que após nove meses no ar passou a receber, em média, 10 mil visitas por dia, somando mais de um milhão de associados. A rede foi criada a partir de uma ideia, sendo lapidada durante algum tempo e compartilhada com outras pessoas que contribuíram com sugestões. Após ser lançada, Renato acompanhou como os usuários a estavam avaliando, porque em essência são eles que dizem se a ideia é ou não boa. Também fez parcerias com empresas brasileiras e obteve capital de um fundo de investimentos internacional. Para quem deseja apostar no segmento virtual, uma boa opção é criar uma startup – empresa iniciante da área de tecnologia, em geral ligada a produtos que sejam escalonáveis. Uma pesquisa recente realizada pela entidade “Anjos do Brasil”, voltada a fomentar o crescimento de investidores para apoiar o empreendedorismo de inovação, o número dos chamados “investidores-anjo”, brasileiros terminou o ano de 2019 com 8.220 investidores pessoas físicas que apostam nessas novas iniciativas de negócios. O valor investido em startups brasileiras cresceu mais de 8 vezes entre 2015 e 2019, passando de 1,1 bilhão de reais para 9,7 bilhões no período de cinco anos. Nos Estados Unidos, onde esse segmento está mais maduro, o crescimento dos investidores-anjo foi de 20%, segundo o Venture Research da Universidade de New Hampshire, compondo uma base de 265 mil pessoas dispostas a investir. O projeto Aceleratech, que é uma aceleradora ligada à ESPM, também tem esse objetivo, de identificar startups promissoras para que recebam apoio técnico e investimentos. Atualmente são 11 startups que estão tendo esse suporte. O co-fundador do projeto, Pedro Waengertner, levou sua experiência empreendedora para essa iniciativa. Ele mesmo é investidor em algumas empresas novas, como a Zubit, empresa na área de monitoramento e métricas em mídias sociais, e o Jacomparou, portal comparador de serviços de telecomunicações, o que inclui telefonia móvel, fixa, internet e tv por assinatura. Portanto, há muita gente voltada a dar mais do que uma mãozinha para que uma iniciativa inovadora não apenas se concretize, como também cresça e dê excelentes frutos. Quem tem perfil empreendedor, ou seja, tem paixão por determinada atividade ou área, gosta de correr certos riscos, é determinado, persistente e acredita no seu próprio potencial, tem boas chances de mudar de vida em 2013 e ver seu sonho se tornar realidade. As oportunidades estão aí, principalmente na Web. Basta ter coragem, arregaçar as mangas e fazer acontecer.

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