No ‘novo’ normal a tecnologia ajuda na transformação das organizações

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus modificou a transformação digital que as empresas estavam implantando nos negócios devido à digitalização, mas com a crise, esses processos foram acelerados devido à necessidade, obrigando muitas empresas a se reinventarem. O impacto causado pela quarentena e a necessidade do isolamento social trouxeram à tona uma nova forma de fazer negócios por questões de sobrevivência.

 

Esse novo contexto forçou as empresas a agirem rápido, pois, muitas que não operavam em sistemas online ou à distância tiveram que inovar e se adaptar ao novo cenário. Como exemplos, escolas e universidades tiveram que disponibilizar aulas e cursos online, profissionais autônomos precisaram recorrer ainda mais à internet para continuar com os negócios e lojas físicas passaram a explorar os canais digitais modificando o modelo de vendas. Assim, até as empresas que estavam avançadas digitalmente foram surpreendidas em alguns aspectos com essa mudança radical no modo como os serviços são ofertados.

 

Nesse cenário, a transformação digital se tornou uma necessidade atual e deixou de ser um plano para o futuro. A pressa é o diferencial para manter a empresa competitiva. Segundo uma pesquisa da Accenture, as empresas que entendem a necessidade de transformação digital são 26% mais lucrativas em comparação aquelas que não se importam tanto. A atual conjuntura demonstrou que isso não se trata apenas de uma campanha de marketing digital, mas inserir as operações completamente em um mundo digital. As ações precisam ser planejadas desde agora, pois, na retomada dos negócios, no mundo ‘pós-pandemia’, o comportamento das pessoas será diferente em relação ao consumo, pois, não será retomado imediatamente por uma série de fatores: desde a condição econômica até a mudança de hábito que muitos enxergaram durante o isolamento social, por isso, as empresas deverão repensar toda cadeia. Os líderes terão um papel fundamental nesse período, pois, deverão ressignificar os propósitos e os modelos de trabalho, que vão impactar as organizações, alterando estruturas socioeconômicas e padrões organizacionais. Todas essas mudanças também irão envolver as pessoas.

 

O cenário que essa pandemia acabou desenhando para as empresas vai deixar um legado onde as novas tecnologias serão as protagonistas daqui em diante. Como exemplo, o trabalho remoto ou home-office. Essa modalidade mostrou que, através da disciplina, é possível ser produtivo trabalhando à distância. Nesse tempo, foi possível a adaptação e entender como as ferramentas de comunicação, através da internet, podem ajudar nas tarefas diárias.

 

A crise sempre aparece com dois lados: aquele que geram as oportunidades e aqueles com os grandes desafios que devem ser trabalhados. Em meio a adversidade, colocar tudo em prática pode ser conflituoso, mas com o tempo, é possível estabelecer novas diretrizes e uma política satisfatória para dar continuidade aos processos de transformação digital. Os problemas pontuais continuarão a existir, mas a capacitação e a vivência no novo modelo darão expertise necessária para alcançar um novo patamar dentro das organizações. No pós-crise, o indicativo é de que um novo normal irá envolver a adoção de mais tecnologia que fará parte das competências básicas das organizações independentemente do setor.

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