Etiqueta: tecnologia

Competências E Habilidades Para Uma Nova Era Digital
Carreira

Competências e habilidades para uma nova era digital

A tecnologia tem se mostrado cada vez mais uma grande divisora de águas nessa nova era digital e isso também impacta nas competências do profissional do futuro. A forma como as pessoas se comunicam, a maneira como lidam com as inovações e aplicativos e os hábitos de internet estão em constante mudança, provocando uma quebra de paradigmas que afetam as relações entre os seres humanos e as máquinas. E por trás de todas essas transformações, que estão ressignificando o modelo de trabalho, está a nova era digital. No mundo pós pandemia, essa transformação será ainda mais evidente. Hoje, já é possível perceber que essas mudanças cobram empresas e profissionais por uma atualização constante que não os deixem à margem do mercado. O futuro disso tudo será uma intensificação no uso de inteligência artificial e dados, que já fazem parte de muitos negócios. O crescimento da tecnologia impulsiona os profissionais a encararem uma mudança de perfil e postura para se adequarem a uma nova realidade. As marcas estão investindo no uso de dados que são gerados diariamente pelos consumidores. Essas informações são fundamentais para entender o comportamento dos seres humanos. E para lidar com os dados, serão necessários cada vez mais profissionais habilitados para analisar e transformar os dados em informações. Dentro desse aspecto, as profissões ligadas à análise de dados, inteligência artificial e outras tecnologias requerem profissionais preparados para atuar em um mercado cada vez mais disruptivo. A inteligência artificial irá excluir centenas de milhares de pessoas do mercado de trabalho nas próximas décadas, por outro lado, muitas vagas surgirão para preencher uma demanda que está cada vez mais crescente. De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, produzido em 2020, 97 milhões de novos empregos relacionados às transformações tecnológicas serão criados até 2025. Além das habilidades técnicas, que já estão presentes no dia a dia dos profissionais que atuam nessas áreas, as profissões do futuro vão exigir habilidades comportamentais, uma vez que a massificação da IA e o uso de robôs para atividades corriqueiras vão substituir aqueles profissionais que não estiverem preparados para essas mudanças. Na era digital o profissional terá que ser híbrido e saber como pensar e não mais o que pensar. Por isso que o trabalhador do futuro terá que se desenvolver tecnicamente, porém, a velocidade das mudanças será tão grande que essas habilidades terão prazo de validade curto, ou seja, esse profissional vai ter que estar em constante transformação de aprendizagem. O que é possível tirar de lição desse cenário atual é que o conceito de aprendizagem não será mais suficiente para se garantir nas funções do futuro. Para se adequar ao novo mundo, as empresas irão atrás competências do profissional do futuro, que estejam associadas a um perfil de aprendizado com facilidade de adaptação às mudanças, com iniciativa, resiliência, capacidade de aprendizado.

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Marketing 5.0 A Junção Da Tecnologia À Capacidade Humana
Marketing Digital

Marketing 5.0: a junção da tecnologia à capacidade humana

A pandemia do coronavírus acelerou muitas mudanças que estavam em um futuro não muito distante, principalmente aquelas ligadas à tecnologia. Na área dos negócios, o marketing 5.0 é a mais clara transformação que o “novo normal” vai deixar de legado para a humanidade nessa interação com a tecnologia. Com as mudanças, não se trata mais de adaptar os negócios ao mundo digital, agora, os negócios já devem ser criados em um modelo onde o digital já faz parte da essência.    Desde o século passado, o marketing enfrentou diversas mudanças que estão ligadas à revolução industrial, tecnológica, informatizada e digital. No início, ele se desenvolveu com base na divulgação dos serviços em um cenário onde a concorrência era menor e os consumidores não se mostravam exigentes, dessa maneira, a estratégia era massificar a divulgação dos produtos.    No marketing 2.0, as empresas passaram a se adequar às necessidades dos consumidores, moldando os negócios para sanar as dores dos clientes.   Com a expansão da internet, o marketing 3.0 se tornou mais voltado aos valores humanos, o consumidor ganhou um papel fundamental, tendo um protagonismo maior com as empresas adaptando as estratégias considerando seu público-alvo.  A era da Transformação A transformação digital provocada por uma nova realidade baseada na internet, fez surgir o marketing 4.0, estimulando engajamento, interação e conectividade, com um consumidor mais empoderado.   Daqui para frente, o marketing baseado em dados deve fazer parte dos processos e estratégias dos negócios, esse é o conceito do marketing 5.0 que está unindo a tecnologia à capacidade humana. As estratégias adotadas pelas empresas com o uso da tecnologia que, até então eram utilizadas de forma aleatória, no marketing 5.0 devem fazer parte de todo processo natural dos negócios que nasceram no âmbito digital, percorrendo toda a jornada do consumidor até a entrega final do produto.   O marketing 5.0 está baseado na atividade de coletar e analisar informações de várias fontes, tanto internas quanto externas e, a partir daí, construir um ecossistema de dados que deverão ser transformados em informação para auxiliar na tomada das melhores decisões estratégicas, assim, reduzindo as chances de erros.    Além disso, é essencial o uso do marketing preditivo para análises que vão ajudar a prever o resultado com antecedência. Fornecer aos consumidores interações personalizadas baseado no contexto em que o cliente está inserido para realizar a comunicação em tempo real é outro aspecto fundamental do marketing 5.0.   O profissional de marketing que está inserido nessa realidade deve ficar atento às competências exigidas pelo mercado. Apesar da automação gerar a desconfiança sobre a perda de empregos, as habilidades devem se adequar às novas exigências, de modo que possam se integrar aos processos. O profissional precisa ser orientado em dados, para que seja capaz de analisar e extrair informações valiosas. Várias ferramentas e estratégias fornecem uma quantidade enorme de dados que, se bem interpretados, podem fazer a diferença para os negócios. As softs skills também estão na mira dos recrutadores, por isso, desenvolva sua criatividade, empatia e resiliência. Em um mercado cada vez mais  concorrido elas podem fazer a diferença para o novo profissional de marketing.   A tecnologia presente no marketing deve ser aplicada para criar e entregar valor ao cliente fortalecendo as conexões. Dentro desse contexto, o marketing 5.0 propõe associar a tecnologia à inteligência humana, assim, os profissionais conseguem transitar entre dois campos fundamentais para o marketing, onde a união da criatividade com a análise de dados é fundamental, sem deixar de lado uma comunicação pautada em termos sociais.   * Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos segmentos de mercado. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de ser articulista de diversos portais.

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Analisar O Momento Pode Ajudar A Definir O Novo Futuro Das Relações De Trabalho
Carreira

Analisar o momento pode ajudar a definir o novo futuro das relações de trabalho

O mundo tem se reinventado em meio a um cenário incerto e poucas pessoas se arriscam a fazer previsões sobre o futuro do trabalho no pós-pandemia. De uma hora para outra tivemos que nos adaptar a uma nova rotina para continuar dando conta do serviço, mesmo sem planejamento, transformamos nossa casa em nosso escritório. Esse foi o primeiro salto, onde muitos profissionais se depararam com os desafios de trabalhar à distância. O que podemos afirmar nesse momento é que as relações de trabalho serão afetadas permanentemente.   O home-office, que pintava como uma tendência em muitas empresas para um futuro não tão distante, se transformou em um negócio que está dando certo para as organizações. Desde o início da pandemia, dezenas de empresas anunciaram o desejo de estender o trabalho remoto para além do período pós distanciamento social, mantendo funcionários em casa, desempenhando o mesmo papel que antes era feito dentro de um escritório. E nisso, podemos observar vários benefícios, tanto do ponto de vista patronal quanto do empregado.   Em muitas capitais, trabalhadores perdiam uma, duas horas no trânsito, enfrentavam o desgaste no transporte público, para só depois chegar à empresa e dar início ao trabalho. Quem teve a chance de adaptar o próprio lar em escritório pôde observar a diferença em ganhar umas horas a mais no fim do dia e um tanto de stress a menos.   Para os empreendedores, foi possível enxergar que com menos se faz mais. Ao invés de manter uma sede para acomodar centenas de funcionários, pode-se ter uma estrutura menor, adequando o local a quantidade de trabalhadores que precisam desenvolver o serviço presencial. Será um momento onde o coworking ganhará mais espaço em detrimento aos escritórios, diminuindo as despesas fixas, aumentando os bônus e incentivos aos funcionários.  Isso são apenas alguns exemplos, entre tantos, que a pandemia forçou o empreendedor de todo o mundo a enxergar.   Claro que existem os pontos negativos nessa história também. E, por isso, que o momento pede reflexão e análise. Tem muitos funcionários que não se adaptaram ao home-office, que se complicaram para separar trabalho das obrigações domésticas ou que simplesmente achou que a quantidade de tarefas aumentou. E tudo é justificável, afinal, estamos falando de uma relação que se estabeleceu do dia para a noite, lá no início da pandemia, e todos tiveram que se adaptar, de uma forma ou de outra. O momento ainda pede paciência, pois muitos continuam trabalhando de casa, outros tentam voltar à rotina e, por isso, nada melhor que uma avaliação criteriosa das necessidades e benefícios na hora de redefinir o planejamento para os próximos anos. O patrão terá que ouvir os funcionários, saber o que deu certo, o que não deu e de qual forma é possível ajustar para que ambos consigam se adequar a uma nova proposta.   É inegável que de tempos em tempos as profissões e as formas de prestação de serviços sofram modificações. Temos que encarar isso como a evolução natural dos processos e estar prontos para nos encaixarmos às necessidades. A pandemia mostrou isso ao mundo todo de uma única vez e assim será com o passar dos anos. Para muitas empresas, talvez, a hora seja de fazer uma re-análise da situação, do quadro de colaboradores, identificar o que deu certo e o que não deu. Ter essa visão da situação como um todo, irá ajudar no momento de definir os próximos passos, sem cometer excessos, apenas se adequando a própria realidade.

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Digital Transformation – Impressões Do 1º Evento Sobre O Tema Em Madri
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Digital Transformation – Impressões do 1º evento sobre o tema em Madri

A tecnologia vem transformando a vida, o mundo e os negócios de maneira profunda e irreversível. Com isso as companhias têm enfrentado desafios e encontrado oportunidades novas a todo momento. Todos os setores, desde agricultura, turismo, público, saúde, financeiro, varejo, entre outros, tem sido impactado por essa tendência global. Com isso, novos modelos de negócio têm emergido e, com eles, uma questão se tornou a pauta do dia: a transformação digital. Segundo estudo do MIT Center for Digital Business e da Capgemini Consulting (2015), companhias com “maturidade digital” são focadas em integrar tecnologias digitais, como mobile, social analytics, big data e cloud para provocar transformações no funcionamento dos negócios, visando entregar aumento de produtividade e melhores resultados. Entenda-se aqui o conceito de Transformação Digital como algo muito mais profundo do que o uso de tecnologias digitais para simplesmente resolver problemas pontuais, ou mesmo de algumas ferramentas de marketing e divulgação. Está ligado ao que chamamos de Digital Mindset, uma completa mudança na forma de entender e aplicar o uso da tecnologia. Inclui uma visão sobre como a empresa, as pessoas e os processos deveriam evoluir para alcançar maior valor para os diversos stakeholders: acionistas, consumidores, funcionários, etc. E isso ficou claro ao se chegar ao pavilhão oito do Centro de Convenções IFEMA, em Madri, em maio de 2016. Tinha-se a nítida visão do porte desse que foi o primeiro evento sobre Digital Transformation, mas sem dúvida já se posiciona como um dos maiores do setor digital no mundo. Inúmeros stands com empresas europeias ligadas ao setor e também marcas já consolidadas, como Google, Amazon, Fujitsu, Deloitte, Accenture, IBM, Microsoft, LinkedIn, Salesforce, Intel, entre muitas outras.   Estrutura Foram mais de 450 palestrantes, espalhados por diversos auditórios, com palestras paralelas, levando todo tipo de conteúdo relacionado ao mundo digital, visando disseminar conhecimentos, novidades, além de sedimentar a cultura digital. Impossível acompanhar tudo! Foram 49 países participantes e mais de 18 mil pessoas presentes, buscando ampliar seus conhecimentos, fazer networking, gerando novos negócios nessa arena digital. Israel teve uma participação especial como país convidado, tendo em vista sua forte atuação como nação empreendedora, extremamente inovadora no desenvolvimento de novas tecnologias e soluções.   Temas O DES2016 trouxe, em suas diferentes plenárias um conteúdo voltado para os públicos engajados na transformação digital dentro das companhias, dividindo-se principalmente em Pessoas (RH), T.I. (tecnologia da informação) e Marketing. Pessoas  Dentre os temas havia um foco muito claro voltado para as “pessoas” no universo digital. Uma nítida preocupação em identificar e preparar talentos voltados para enfrentar os novos desafios que essa transformação está trazendo para as empresas. Em uma análise bastante apurada sobre o atual estágio de maturidade digital, não apenas em termos tecnológicos, mas também relacionados ao aspecto humano, procurou-se entender como está a digitalização das pessoas dentro das organizações. Embora haja um grande desnível nesses estágios entre as empresas estudadas, o que se percebe agora é uma consciência maior da necessidade de identificar e treinar as competências necessárias, bem como reter esses talentos digitais. Também foi distribuído um material contendo as 25 principais profissionais ligadas ao digital. Outro foco abordado foi a liderança feminina nesse processo, tratando de programas de inclusão e diversidade e seus impactos inclusive nos consumidores. T.I.  Os departamentos de TI dentro das corporações passaram a ter um papel central nessa estratégia, sendo, cada vez mais, catalisadores desse processo de transformação digital e liderando a transição de modelos obsoletos e caros de gestão para estruturas inovadoras que sustentem a necessidade continua de velocidade aliada à segurança. Nesse sentido houve painéis como “Cybersecurity”, “Segurança na Era Cognitiva”, “Como pensar além da tecnologia”, “Tecnologia aplicada ao varejo para ampliar o Omnichannel” e Customer Experience, bem como conectar o back e front das lojas. Marketing Como os consumidores estão hiperconectados e tem mudado de forma extremamente dinâmica, os CMOs se deparam com desafios nunca antes vistos. Com isso têm buscado investir em estratégias e novas tecnologias para que suas empresas não se percam nessa verdadeira corrida. Vejamos alguns tópicos discutidos: Big Data Analysis, tema recorrente porém com um olhar mais prático, voltado para a análise de dados para ampliar os conhecimentos sobre o público-alvo e trazer maior assertividade às ações de marketing, relacionamento e retenção de clientes. Co-creation, como base imprescindível para a inovação. Customer Experience como chave para o engajamento e como utilizar aplicativos para testar essa experiência e ainda considerando como o mobile pode acelerar a Transformação digital visando produtividade e eficiência. Apareceu por aqui, claro, a atual Buzz Word do momento, Growth Hacking, no sentido de também analisar e otimizar todo tipo de dado possível, tanto interno como plataformas externas, em um modo pouco tradicional, para gerar tráfego e trazer crescimento. Concluindo, o que foi discutido nesse grande evento foi o fato de a transformação digital ser o único caminho possível para as empresas e instituições sobreviverem nos dias atuais.   Por Sandra Turchi* *Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing DigitaleE-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma dasprofissionaisde marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva deMarketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos segmentos de mercado. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livroEstratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de ser articulista de diversos portais.

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