Os desafios para o líder recompor a equipe no pós-crise sem afetar a rotina de trabalho

Após um período esticado de quarentena surgem as primeiras indicações da flexibilização da retomada gradual de alguns serviços que foram interrompidos. Com isso, muitas empresas que tiveram que adotar o home-office do dia para a noite, também devem voltar a rotina no fim deste semestre. No entanto, muitas dessas empresas foram impactadas diretamente. Agora, é o momento de se preparar para uma nova largada e, as empresas melhores preparadas, podem sair na frente. Nesse momento, a tecnologia será uma aliada importante para rever processos e empregos.

 

Um dos desafios será recompor a equipe de trabalho no período pós-pandemia, para isso, alguns pontos devem estar alinhados, como o perfil profissional da equipe, as atribuições de cada um e as competências técnicas e comportamentais que o profissional deve já ter desenvolvido e também quais deverá desenvolver ao longo do tempo.

 

Segundo a consultora em Recursos Humanos da Digitalents, Ana Paula Soares Guizado, isso será fundamental para manutenção do emprego e sobrevivência de muitas empresas. “Adaptabilidade, flexibilidade e agilidade serão capacidades necessárias para voltar à rotina,  e essa deve ser a base do perfil de novos profissionais para o momento pós isolamento e recuperação. A mentalidade dos profissionais a serem contratados deve ser totalmente voltada para inovação, pois, essa que já era uma competência necessária, passa a ser fundamental para sobrevivência das empresas”, disse

 

Nesse tempo de pandemia, o home-office mostrou-se uma alternativa sadia para que muitas empresas pudessem manter o ritmo de trabalho sem prejuízo à rotina. Uma das lições, certamente, foi aprender a se adaptar a uma nova realidade muito rapidamente, de maneira mais eficaz. Aquelas empresas que tinham parte da equipe atuando de casa puderam se adaptar com mais agilidade e menor dificuldade. No entanto, aqueles segmentos de negócio que não estavam preparados para o home-office precisaram investir e se adaptar rapidamente e resolver todas as implicações que envolvem esse modelo. A partir da retomada, as empresas e profissionais podem avaliar esse modelo, elencando quais dificuldades do trabalho remoto, as limitações e qual foi a produtividade cada setor conseguiu alcançar. 

 

Certamente, esse modelo será adotado por um número maior de organizações, sendo que muitas devem sair do isolamento já com alguns de seus funcionários inseridos nesse formato definitivamente. As empresas perceberam que o home-office é viável, mais econômico e racional. Porém, Ana Paula Guizado, alerta: “Esse movimento requer maior grau de confiança por parte dos líderes e, isso, deve refletir em maior engajamento do colaborador”.

 

Para definir estratégias junto a equipe e obter melhores resultados é necessário definir uma estrutura, como planejar e organizar o tempo e a forma de trabalho, criar estímulos, para que o profissional sinta-se desafiado e útil, e a valorização. “Isso tudo deve ser aplicado independentemente de estar perto ou longe da equipe. Quando o líder supre as necessidades de estrutura, estímulo, reconhecimento e, ainda olha para as pessoas, as chances de engajamento e atingimento de metas, se torna viável”, explica a consultora em Recursos Humanos da Digitalents.

 

Até o fim deste ano muita coisa deve ser revista, inclusive, o planejamento traçado para os próximos meses. Nesse período, é preciso aproveitar a crise para inovar e pensar em novos processos. Muitas das soluções obtidas ao longo das últimas semanas devem ser aproveitadas para o retorno do isolamento social e vão auxiliar na rotina de todos. Para compor ou recompor as equipes, a forma mais eficiente, é contar com o apoio de consultorias especializadas na identificação de profissionais alinhados com os objetivos da empresa. “Independentemente do segmento de atuação, tamanho da empresa ou cultura organizacional, uma consultoria especializada e pioneira no serviço de Hunting focado em profissionais para empresas digitais ou em processo de transformação digital, pode ajudar efetivamente no processo de composição ou recomposição de equipes de alta performance”, conclui Ana Paula Guizado, consultora em Recursos Humanos da Digitalents.

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