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Coaching: 7 ações para sua estratégia de carreira

Como é difícil colocar em prática tudo aquilo que planejamos em nossa carreira e objetivos de performance profissional! Uma grande parte do fracasso na execução do planejado está em não transformar nossas estratégias em pequenas ações cotidianas e em última instância, fazer com que cada uma de nossas pequenas ações construam, aos poucos, o ponto aonde se quer chegar. Carlos Ghosn, CEO da Renault e Nissan e um dos 25 executivos mais influentes do mundo afirma que 5% do sucesso é planejamento e 95% é execução apropriada do que foi planejado. Confira a seguir 7 dicas práticas para colocar mais execução em seu planejamento de carreira, deixá-lo mais concreto e assim conseguir o engajamento necessário para a concretização do que foi planejado. Mãos à obra!

 

  1. Tornar tangíveis seus objetivos de carreira é a forma como alcançá-los: a dica aqui é muito simples: materialize o cenário atual e seus objetivos, torne-os visíveis! Limpe a mesa da sala de jantar, pegue alguns post-its ou papéis coloridos e mão na massa! Em uma extremidade da mesa desenhe seu cenário atual, o ponto em que sua carreira está hoje, aquilo que hoje causa desconforto. Na extremidade oposta posicione seu objetivo de carreira ou que pontos de sua performance profissional deseja melhorar. Ver onde estamos e a distância de nossos objetivos nos faz criar novos padrões neurais e ligações químicas que associadas à prática contribuem para a concretização do planejado, habituando o cérebro a este cenário de conquista. Como nos diz Ram Charan, “a execução é uma disciplina. Nenhum atleta jamais teve sucesso sem disciplina e treino”.
  1. Seja honesto com seus objetivos: Este ponto é de importância fundamental para irmos em frente. Muitas vezes, nas sessões de coaching executivo, encontro clientes que trazem como objetivo, por exemplo, uma declaração bastante clara e direta ao ponto: “Quero mudar de emprego!” Pergunte-se com sinceridade que tipo de emoção está por trás deste objetivo. De acordo com a resposta, este objetivo final pode mudar drasticamente transformando-se em “Na verdade, quero me relacionar melhor com meu chefe”. Há diversas estratégias para melhorar os relacionamentos no ambiente de trabalho e mudar de emprego talvez seja a menos eficiente. Participar de grupos para discussão de assuntos corporativos, programas de voluntariado, realizar palestras internas sobre suas atividades são algumas das possíveis estratégias. O importante aqui é que seu objetivo de carreira faça sentido para você, para que você “compre” a ideia de todo o seu planejamento.
  1. Tenha indicadores de sucesso muito claros: muito tempo, estudo e suor será investido na execução deste planejamento de carreira. Tenha muito claro para você todos os sinais de que seu planejamento foi bem sucedido. Além disso, ter clareza sobre quando irá alcançá-lo. Tudo pode ser mensurado, quantitativa ou qualitativamente. Crie seus próprios indicadores de que o retorno sobre seu investimento valeu a pena! Esta é a única maneira de saber exatamente onde está e a que velocidade está se movendo.
  1. Entenda seu contexto: Continue estruturando seu cenário, materializando tudo o que está impactando seu momento e de certa forma impedindo que passos consistentes sejam dados em direção aos seus objetivos profissionais. Aqui não cabe censura ou julgamento. Tudo é importante. Como é possível evoluir com o objetivo de “Tornar-me o próximo na linha de sucessão em um ano” sem ser bastante honesto consigo mesmo e compreender que “tenho medo de que minha esposa não aprove esta ideia”. Nas palavras de Peter Druker, “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.” Portanto, entenda todos estes pontos que o seguram hoje, brinque com suas anotações. Elas concorrem com seu cenário atual, bloqueiam, correm paralelamente? Qual destes pontos que, uma vez resolvidos, irão acelerar a carreira e farão com que todos os outros percam a importância?
  1. Entenda o passo a passo até seu objetivo final e priorize suas ações: Peço agora que você dedique especial atenção para este espaço vazio entre seu cenário atual e seu objetivo futuro. Qual o intervalo de tempo para que este se realize? O que realmente interessa neste ponto é que o tempo para execução das ações planejadas seja factível. É impossível “concluir uma transição de carreira” em 30 dias! Proponha-se a ações menores, entenda o encadeamento entre cada uma delas, como cada ação será o trampolim para a próxima. Nas palavras de Bernardinho: “É importante ter metas, mas também é fundamental planejar cuidadosamente cada passo para atingi-las.” A partir de seu objetivo profissional, pergunte-se “O que deveria ter acontecido imediatamente antes disso?” Assim você poderá voltar atrás ou corrigir a rota da maneira mais rápida e eficiente possível.
  1. Peça ajuda!! Você já colocou tudo no papel, bem diante de você. Como aumentar a chance de bons resultados? Peça ajuda! Conhece alguém que passou pela mesma transição de carreira que você deseja? Fez movimentos similares em outros setores? Apresente seu planejamento e a forma como suas etapas se conectam. Pergunte se esta pessoa faria alguma coisa diferente, se foi necessário colocar atenção em alguma etapa específica do caminho. Não tem para quem pedir ajuda? Use sua imaginação! Vá para um ângulo novo ao redor de sua mesa de trabalho. Identifique alguém a quem conheça bem ou com quem se identifique pela sabedoria naquele tema (um guru, um grande executivo, um chefe exemplar), coloque-se no lugar dele e pergunte qual conselho daria para a execução deste planejamento. Sua intuição nunca falhará.
  1. Comemore cada passo: Agora é partir para a execução. Transfira o resultado final para um papel e mantenha-o sempre à sua vista e assuma um compromisso regular de checar o seu avanço. O que fiz por minha carreira esta semana? Talvez seja melhor até agendar um horário na agenda para não esquecer. Você é capaz de manter os compromissos que assume com você mesmo? No mais, comemore, e muito, cada pequena vitória na trajetória rumo à carreira que você realmente deseja.

Por Luciano Paiva

 

Luciano Paiva é PCC formado pelo Instituto Ecosocial e afiliado ao ICF. Possui 20 anos de experiência corporativa em marketing, com formação em Propaganda e Marketing pela ESPM, pós-graduação em Administração pela FGV e mestrado em estratégia pelo INSPER. Com extensões em psicanálise pelo Instituto Sedes e técnicas sistêmicas, Luciano atua com Aconselhamento e Coaching de Carreira/Executivo pela Digitalents se dedicando a inspirar pessoas a entender o sentido em suas atividades diárias e aplica-lo em sua vida pessoal e profissional.

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Qual a diferença entre Coaching e Mentoring?

A busca incessante das empresas por uma excelência nos serviços oferecidos desperta uma série de inseguranças nos funcionários, principalmente porque a maioria dos profissionais não têm a real noção do que realmente gostam e querem fazer em suas carreiras. A origem desta falta de percepção profissional encontra-se na falta de autoconhecimento.

Essas barreiras que incomodam a maioria das pessoas podem e devem ser trabalhadas com processos, como o coaching e o mentoring, que visam trabalhar competências, habilidades e atitudes para tornar o ser humano mais consciente de si e de suas expectativas em relação à vida, tanto profissional quanto pessoal.

Mesmo com essa confluência de objetivos, os dois processos são bastante distintos e possuem suas peculiaridades, as quais vamos tratar neste post. Preparado?

O que é coaching?

O coaching é um processo de orientação que visa atingir resultados de curto prazo, como uma mudança de carreira, por exemplo. Um profissional que tem larga experiência em determinado segmento ou função, mas deseja migrar para outra área, procura um coaching para direcionar suas ações de forma que o seu objetivo seja alcançado. O coach, que é o orientador, vai trabalhar ações e metas com o coachee (o orientando), para que ele se torne um profissional adequado àquela nova realidade almejada, concluindo assim o processo de coaching.
Vale ressaltar que o coaching é um processo que tem início, meio e fim, o qual pode variar de 3 a 6 meses. No início do coaching, os objetivos e metas do coachee são estabelecidos em conjunto com o coach, até que sejam todos conquistados. Tendo-se um novo objetivo, pessoal ou profissional, o coachee pode buscar uma nova orientação, passando pelas mesmas etapas.

O que é mentoring

Diferentemente do coaching, o mentoring é um processo de tutoria, onde um profissional mais experiente acompanha um profissional menos experiente, auxiliando-o no desenvolvimento de suas habilidades e competências dentro daquela função.

O mentoring tem como foco preparar esse profissional para melhorar seu desempenho na atual função ou então para uma sucessão, por exemplo, tema tão debatido nas organizações atualmente. O mentoring pode ser feito em grupos, preparando níveis de sucessão nas empresas, melhorando assim sua competitividade no mercado. O mesmo já não acontece no coaching, pois cada pessoa possui objetivos subjetivos e específicos.

Outra questão relevante é que o mentoring é sempre praticado por pessoas-chave na organização ou fora delas, aquelas que conhecem todos os processos e procedimentos e têm vasta experiência no segmento, pois o que se prioriza no mentoring é o conhecimento tácito, aquele que não pode ser aprendido por meio dos livros. Em contrapartida, no coaching, o profissional pode buscar orientação tanto dentro da organização quanto fora dela, dependendo de suas necessidades.

O coaching e o mentoring são duas formas de promover a melhoria contínua, seja no campo pessoal ou profissional. Contudo, para ter sucesso com ambos, é preciso que haja a atitude de querer mudar por parte do coach e ou tutorado. Essa decisão deve ser pessoal e refletir a vontade de ser um profissional ou uma pessoa melhor por si mesmo, não visando atender às expectativas de outrem ou mercado.

Por Sandra Turchi

 

Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita um profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de articulista de diversos portais.

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Como manter o seu site nas primeiras posições do Google?

Quando você busca um termo relacionado ao seu negócio, lá está ele, aquele site do concorrente que nunca sai do primeiro lugar dos resultados orgânicos (não patrocinados) no Google. Mas o que será que ele faz para estar sempre em primeiro lugar?

Existem diversas técnicas para fazer com que um site esteja entre as primeiras posições dos resultados de buscas no Google. Os algoritmos utilizados pelo Google analisam diversos aspectos do seu site, mas eles não são divulgados, visando manter a livre concorrência do mercado no buscador mais famoso do mundo. Além disso, esses algoritmos são atualizados periodicamente, então algumas regras que funcionavam antes podem não funcionar mais.

Já que não é possível fazer milagres, temos que nos ater aos dados e fatos comprovados, ou seja, àquilo que sabemos que faz toda a diferença para o ranqueamento do seu site. Como regra geral, o Google valoriza aquilo que foi mais relevante para o usuário, então tenha foco no seu cliente e não nos algoritmos. Quer saber como deixar o seu site bem ranqueado no Google? Então continue lendo!

Responsividade

Sendo cada vez mais importante para o sucesso de um site, a responsividade é a capacidade que o seu site tem de se adequar a qualquer tipo de tela, seja de smartphone, notebook, tablet ou desktop, entre outras. E por que isso é importante?

A experiência do usuário com o seu site deve ser única, impecável e sem nenhum tipo de problema em qualquer dispositivo, mobile ou não. Tendo essa qualidade, seu site ganha muitos pontos com o Google, inclusive algumas posições nos resultados de buscas.

SEO

O Search Engine Optimization é uma estratégia que visa tornar o seu site mais amigável para os mecanismos de buscas. Como ele faz isso? Inserindo palavras-chave do seu negócio, evidenciando que o seu site é relevante para aquele tema.

De acordo com o Google, seu principal objetivo é gerar valor para o usuário. Neste sentido, a empresa visa oferecer para seus usuários os sites mais relevantesimportantes sobre o termo que ele está buscando na internet. Ou seja, você tem que ser relevante na sua área de atuação para que os algoritmos do Google coloquem o seu site nas primeiras posições.

Conteúdo

Chegamos ao ator principal desta estratégia, o marketing de conteúdo. O Google já anunciou que o conteúdo será cada vez mais relevante para o ranqueamento de sites nos resultados orgânicos, e quem não souber criar conteúdo de valor vai perder visibilidade.

Para criar conteúdo de valor utilize todo o seu know how ao desenvolver artigos, blog posts, whitepapers, e-books, infográficos, vídeos e todo o tipo de conteúdo multimídia possível para demonstrar a sua relevância para o mercado. Gerando valor para as pessoas, você aumenta o tráfego no seu site e evidenci
a para a ferramenta de busca do Google que as pessoas gostam dos seus conteúdos e que você deveria estar nos primeiros resultados, pois isso aumentará inclusive o tempo de permanência do público no seu site!

E será que é só isso? Certamente não. Existem diversas outras maneiras de destacar a relevância do seu site para que ele seja ranqueado com melhor qualidade no Google. Portanto, se você deseja ocupar uma boa posição, continue se mantendo atualizado!

Por Sandra Turchi*

 

*Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br,  além de ser articulista de diversos portais.

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Atualize-se sobre o e-commerce no Brasil

O e-commerce é um dos segmentos que mais cresce no país devido à facilidade de abertura de uma loja virtual, assim como a abrangência se comparado às lojas físicas, já que é possível enviar um produto praticamente para qualquer lugar do mundo.

Promessa de grande movimentação financeira para 2014, o e-commerce no Brasil demonstra números e dados bastante atrativos, corroborando com as previsões feitas anteriormente sobre a franca expansão deste setor.

Em março de 2014 o relatório anual Webshoppers, da E-bit, previa um crescimento de 20% para o e-commerce no Brasil, mas recentemente o Portal E-commerce Brasil apresentou números ainda mais interessantes. Segundo o site, o e-commerce brasileiro deve faturar em torno de R$ 39,5 bilhões, o que representa um crescimento de 27% no ano. Ainda não há previsões para 2015, mas a tendência é que este número se mantenha para o futuro.

Ainda segundo o relatório Webshoppers, as categorias mais vendidas em 2013 foram moda e acessórios, produtos de beleza e eletrodomésticos. Esse comportamento se mantém em 2014, visto o que o cliente busca na internet a comodidade ao comprar produtos e recebê-los sem sair de casa.

Logística

No campo da logística, um levantamento da empresa Axado demonstrou que o principal meio de distribuição utilizado pelos empreendedores do e-commerce ainda é o PAC, dos Correios, empresa detentora de 93% da demanda das lojas virtuais no Brasil no que se refere ao envio dos produtos vendidos. Na sequência vem a entrega por transportadoras, tendo 35% do mercado e, por último, 13% das empresas utilizam frotas próprias para atender às demandas logísticas de seus e-commerces.

Esses números demonstram que existe um vasto campo a ser explorado no que diz respeito à logística para o e-commerce, já que trabalhar com grandes companhias pode não ser financeiramente atrativo para um pequeno empreendedor da internet. Entregas locais, por motoboy ou mesmo pequenas entregas, mostram ser um bom nicho de mercado para se trabalhar.

Confiança do empreendedor no e-commerce

A 6ª edição do Índice de Confiança do Varejista no E-commerce trouxe dados importantes para o setor. De acordo com o relatório final, as empresas varejistas continuam sendo as mais interessadas no e-commerce, devido à sua atividade. Para conquistar mais clientes, essas empresas têm investido pesadamente em estratégias de e-mail marketing e integração multicanal, uma tendência que já está bem definida no marketing digital.

Em contrapartida, verificou-se também uma queda no interesse pelo marketing em mídias sociais, caindo de 39% para 32%. Isso demonstra uma tendência que pode afetar diretamente no relacionamento das empresas com seus clientes, por isso é bom ficar atento e acompanhar esses números.

Permanência no mercado

O site E-commerce destacou recentemente uma preocupação com o e-commerce no Brasil: a maioria das lojas virtuais deixa de operar em apenas três meses, algo realmente preocupante quando se pensa no pequeno empreendedor. Sem conhecimentos suficientes sobre o mercado, o empreendedor acaba sendo engolido pela concorrência. Outros fatores destacados também são a falta de planejamento para o negócio e também a falta de profissionalização da equipe, fatores que estão sendo amplamente trabalhados por sites e profissionais do setor.

De maneira geral, os dados do e-commerce no Brasil demonstram um mercado em franca expansão, mas que ainda precisa de amadurecimento no que tange à profissionalização do mercado e serviços oferecidos, bem como no desenvolvimento de tecnologias e soluções que agreguem valor ao consumidor final. De qualquer maneira, para quem deseja empreender neste segmento, ficam as dicas: buscar conhecimento, compreender o mercado por planejar e contratar profissionais competentes.

Por Sandra Turchi*

 

*Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston. Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br,  além de ser articulista de diversos portais.

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Emprego ou Carreira? 5 coisas que você precisa saber para aumentar a sua empregabilidade

Tenho percebido ao longo dos últimos anos que a grande maioria dos profissionais procuram algum serviço para recolocação profissional em 2 momentos distintos: quando as coisas deixam de ir bem no trabalho – problemas de relacionamento, estagnação ou a possibilidade de cortes – ou quando as coisas já desandaram – a demissão e as restrições financeiras são uma realidade.

Ao invés de recolocação, prefiro utilizar o termo empregabilidade. Trocando em miúdos, empregabilidade diz de nossa capacidade de sermos candidatos ao cargo que ora ocupamos, ou seja, se sua posição estivesse vaga hoje, você seria a melhor opção para ocupá-la? Partindo deste princípio, o melhor momento para se investir em sua empregabilidade é quando tudo vai bem no trabalho e tem tudo para ficar ainda melhor, afinal de contas, quem se preocupa apenas com o emprego, não tem tempo para pensar na carreira.

Encontre a seguir, 5 dicas preciosas para aumentar sua empregabilidade.

Tenha uma um plano de carreira bem estabelecido

De acordo com Schopenhauer, “não existe vento favorável à quem não sabe onde deseja ir”. Por isso, é muito importante que se tenha uma visão clara de onde se quer chegar para se desenhar quais as experiências necessárias para se atingir os objetivos. Tão importante quanto planejar o futuro é tomar uma distância e olhar para a própria experiência profissional buscando compreender o que cada uma de suas passagens por empresas e funções contribuíram e ainda contribuirão para este caminho. Da mesma forma como o planejamento estratégico é fundamental para que uma empresa oriente seus passos futuros, olhar para a própria carreira é fundamental para que o profissional estabeleça seus objetivos profissionais e um plano efetivo para concretizá-los. Para esta tarefa, considere buscar o auxílio de profissionais de coaching ou mentoring para equacionar sua história profissional e reorienta-la para o futuro.

O curriculum como uma ferramenta de marketing

Muito além de um relato frio sobre seu histórico profissional, o curriculum é o primeiro dos muitos pontos de contato que você terá com o mercado e portanto deve funcionar como uma verdadeira peça de marketing. Além de refletir uma clara estratégia de carreira e dar “forma” ao seu produto, seu curriculum deve evitar expressões vazias que o “achatam” e o tornam genérico, mais um em uma extensa pilha recebida por profissionais de RH diariamente. Para fazê-lo subir nesta pilha, não há “almoço grátis”! É necessário arregaçar as mangas investir tempo e esforço definindo os diferentes públicos alvo de sua oferta, na adequação do formato a cada um destes públicos alvo, evidenciar como sua atuação trouxe resultados a sua empresa e na movimentação de sua rede.

Estabeleça um posicionamento claro nas Redes Sociais

O Brasil tem 18Milhões de usuários cadastrados no LinkedIn e enquanto 20% o utilizam para busca ativa de vagas, os 80% restantes a utilizam para networking e reposicionamento profissional. Há muito as posições disponíveis no mercado não são anunciadas em jornais ou meios off line. Mais recentemente, muitas das posições antes “escondidas” nas redes de relacionamento vêm migrando para as redes sociais. Segundo a revista Exame, 95% das empresas americanas utilizam o Linkedin como principal ferramenta para recrutamento e 55% delas ainda utiliza o Facebook como uma ferramenta de apoio. No Brasil, empresas como a Natura admitem que 30% de suas contratações em 2013 foram impactadas pelo LinkedIn, segunda a revista Época Negócios. Gerenciar seus diferentes perfis nas redes sociais de forma coerente é fundamental. A fronteira entre as redes sociais para perfil profissional como o LinkedIn e para o perfil pessoal nunca existiu no mundo digital e muito menos para os recrutadores. Outro aspecto muito importante é que sua rede de contatos deve ser transformada em seu principal agente de vendas e isto acontece através das recomendações em seu perfil, o que só acontece quando sua rede é mantida VIVA! Invista tempo para a gestão coerente de seus perfis na rede.

Seu emprego atual pode ser seu maior aliado

Amigos, ex-colegas de faculdade ou cursos, ex-professores, a rede de relacionamento do marido ou da mulher… além destas redes de relacionamento que parecem ser mais óbvias, conversando com profissionais em projetos de recolocação, não raro percebo que eles mesmos fecharam as portas ou desconsideram uma importante rede de relacionamentos à disposição: a rede disponível na própria empresa em que estão atuando. Muitas vezes a oportunidade para uma mudança de carreira está ainda não completamente formatada dentro da própria organização, mas seu posicionamento pode colocá-lo como uma primeira opção entre os profissionais a serem considerados internamente ou externamente. O primeiro ponto para conseguir utilizar a sua própria rede interna de relacionamentos é ter clareza sobre a própria carreira e atuar a seu favor. O relacionamento colaborativo com pares, subordinados e superiores para entender a dinâmica das relações na empresa é fundamental para ampliar a sua empregabilidade. Como você tem utilizado seus almoços profissionais no dia a dia? Reclamando de que as coisas não acontecem ou trabalhando na sua própria carreira?

Negociado o próximo passo de carreira

Por incrível que pareça, para muitos profissionais, nada causa maior ansiedade do que determinar o valor do próprio salário. O tema mostra-se ainda mais delicado quando envolve uma mudança de área de atuação ou indústria. Há que se considerar nesta conta o peso da realização profissional. Qual o impacto de se continuar fazendo algo que você não gosta pelos próximos 5 anos? Esta mudança vale um passo lateral ou um passo para trás? Sei que todos precisamos pagar as contas no final do mês e justamente por isso, quando a decisão pela qualidade de vida e realização profissional envolver uma redução salarial sugiro começar esta conta de trás para frente. Quanto é o mínimo suficiente? Quanto preciso ganhar mensalmente para pagar custos fixos, variáveis e ainda construir uma reserva financeira? Lembre que as vezes esta decisão envolve a (in)dependência de carro, menos horas de deslocamento, economia com almoços em casa, fim da necessidade de uma babá. Se a decisão trouxer qualidade de vida para todos, faça as contas e siga em frente.

Por Luciano Paiva

 

Luciano Paiva é PCC formado pelo Instituto Ecosocial e afiliado ao ICF. Possui 20 anos de experiência corporativa em marketing, com formação em Propaganda e Marketing pela ESPM, pós-graduação em Administração pela FGV e mestrado em estratégia pelo INSPER. Com extensões em psicanálise pelo Instituto Sedes e técnicas sistêmicas, Luciano atua com Aconselhamento e Coaching de Carreira/Executivo pela Digitalents se dedicando a inspirar pessoas a entender o sentido em suas atividades diárias e aplica-lo em sua vida pessoal e profissional.

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