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4 Mitos da Transformação Digital

A transformação digital refere-se ao processo de mudança estrutural que muitas empresas vêm realizando e no qual dão prioridade às ferramentas digitais. Através dela, a tecnologia passa a ter uma função fundamental nos vários departamentos da organização.

O processo ultrapassa a ideia de oferecer meios digitais de comunicação, como sites ou redes sociais. Trata-se de modificar toda a estrutura corporativa a fim de aprimorar a gestão e a produção, com foco no alcance de melhores soluções para a empresa.

Desafios

A mudança que caracteriza a transformação digital pode demorar meses para acontecer e geralmente demanda um investimento alto em novos recursos tecnológicos. Além disso, é preciso realizar o processo de forma colaborativa, para que todos os envolvidos sintam-se responsáveis pelos resultados e beneficiados com eles, de modo que os méritos da transformação não prejudiquem os recursos humanos.

A transformação digital pode acontecer tanto em grandes corporações quanto em pequenas empresas. No entanto, mudar radicalmente é visto muito mais como um desafio de gestão do que de tecnologia ou marketing. Para tal, é preciso ter foco estratégico, tempo e recursos.

Pode-se dizer que o grande desafio da transformação digital é alcançar o equilíbrio na relação entre recursos humanos e tecnológicos. A tecnologia é uma grande aliada do meio corporativo quando utilizada de maneira adequada, racional e estratégica.

Mitos

A mudança radical pode atingir de forma positiva a vida de todos os envolvidos no processo, como também a maneira de realizar negócios e, consequentemente, trazer benefícios para empresa. Contudo, a transformação ainda é vista de forma superficial e imprecisa por muitos empreendedores.

Conheça cinco mitos que cercam o tema:

1. Serve somente para empresas de tecnologia

Empresários que não estudaram a transformação a fundo ainda pensam que ela só é válida para organizações ligadas diretamente à tecnologia, como lojas virtuais, empresas de software ou agências de marketing digital.

A realidade é que a mudança pode se aplicar a companhias de qualquer segmento, uma vez que trata de uma modificação na estrutura organizacional. As vantagens de privilegiar o uso da tecnologia podem abranger qualquer tipo de iniciativa.

 

2. Trata-se de um projeto específico

Entender a transformação digital como um projeto distinto, com início, meio e fim, é um grande engano. O processo deve ser contínuo, de maneira que se atualize constantemente de acordo com o avanço da tecnologia e das possibilidades de ferramentas estratégicas e vantajosas para a empresa.

O objetivo principal precisa estar na melhoria do desempenho empresarial e na vantagem competitiva. O processo não acontece repentinamente e nem pode ser interrompido. Por isso, é importante que a alta gestão esteja sempre atualizada das inovações tecnológicas que possam beneficiar os diferentes departamentos da organização.

3. Diz respeito a oferecer comunicação digital

Não. Este é um mito que deve ser desfeito o quanto antes entre os decisores das organizações. Manter meios digitais de relacionamento com o cliente e fornecedores é apenas uma das etapas da transformação.

O investimento em marketing digital, por meio de ferramentas como e-commerce, sites, blogs, redes sociais, aplicativos, é somente uma das estratégias que devem ser colocadas em prática. A transição digital em sua totalidade refere-se a mudanças nos diversos departamentos da empresa, como o de administração e produção, por exemplo

4. É possível começar com pequenas mudanças

Os empreendedores convictos de que a iniciativa transformadora começa com pequenas alterações e, especialmente, nas condutas operacionais ainda não entenderam a grandeza que envolve o processo.

Transformar digitalmente significa repensar toda a estrutura da empresa, incluindo as ações da alta gestão. A mudança principal deve começar do topo e o departamento operacional deve ser considerado somente um dos que terão suas estruturas modificadas.

O envolvimento no processo de mudança radical deve ser de colaboradores de várias áreas da empresa, como líderes, supervisores de produção, comercial, marketing, infraestrutura e financeiro. O processo deve ser amplo e estratégico, qualificando uma nova forma de atuar da empresa como um todo.

Esperar que a transformação digital aconteça naturalmente trará prejuízos ou até falência à empresa. O ideal é que os gestores pensem numa forma de investir nessa mudança antes que os concorrentes, para não precisar lidar com gestão de crise num futuro próximo.

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5 dicas para gerenciamento de crises nas redes sociais

Se você trabalha com redes sociais, você sabe que não é uma questão de SE uma crise irá acontecer, mas QUANDO ela acontecerá. Crises fazem parte da rotina de qualquer companhia, marca, organização e pessoas públicas. E a melhor forma de gerenciar uma crise é simplesmente estar preparado para o momento em que ela bater na sua porta.

Quando falamos de  gestão de crises nas redes sociais – sem levar em conta todo o trabalho de prevenção – temos algumas etapas que podem nos ajudar nesse processo, já que a dinâmica dessas plataformas potencializa os ruídos e espalha rumores com muito mais velocidade.

1. Entenda o que aconteceu

Parece simples, mas não é. Quando estamos no meio de um conflito, temos a tendência de entendermos a realidade a partir da nossa própria perspectiva e fica muito difícil se colocar no lugar do outro. Muitas vezes, cria-se uma atmosfera de nós x eles. Por exemplo: você gerencia uma marca de sapatos e um cliente insatisfeito gravou um vídeo com opiniões negativas e publicou no Facebook.

A primeira coisa que queremos fazer, de modo instintivo, é nos defender e desqualificar o discurso do outro. Nessas horas temos que respirar fundo e pensar: vou conversar com as partes envolvidas para entender o que aconteceu com o mínimo de interferência possível. Isso nos ajuda a tomar as melhores decisões para solucionar o problema.

2. Seja transparente

Não tente mascarar o que aconteceu ou se esconder até tudo passar. Encare as coisas de frente e seja transparente. Se não tiver respostas, diga que não as possui. O mais importante nesse momento é a honestidade e a sinceridade.

Nem tudo pode ser apurado em cinco minutos, mas o que realmente vale é colocar-se ao lado da verdade – por pior que ela seja. E não se esqueça: hoje é muito difícil fingir ou dizer algo que não se é. Um clique rápido no celular e um WhatsApp são suficientes para criar estragos.

3. Assuma a responsabilidade e proponha uma solução

Errou? Então diga que errou. Simples assim. O público consegue entender que erros acontecem. Mas, além disso, é importante compartilhar quais atitudes você e sua empresa irão tomar para evitar que essa falha ou conduta se repita no futuro. E, claro, se desculpar. Mas se desculpar com sinceridade: há inúmeros casos de pedidos de desculpas que são tão fajutos que acabam por irritar ainda mais os consumidores envolvidos na crise. Empatia é fundamental.

E um comentário desconfiado ou irônico de um usuário na sua publicação pode minar todo o seu esforço para reparar a crise. Não tenha medo de se posicionar, mas apenas se tiver certeza de que pode bancar o que está dizendo. Escolha bem suas posições de acordo com os valores da empresa.

4. Mantenha a comunicação

Do início até o fim da crise, mantenha a comunicação com o seu público. Isso mostra que você está trabalhando para solucionar o problema e que deseja manter um canal aberto e constante para tratar do assunto sem medo e com tranquilidade.

Uma das piores posturas durante uma crise é simplesmente parar de se comunicar: isso cria inseguranças e especulações. Nas redes sociais, dada a sua característica de instantaneidade, duas horas podem parecer uma semana.

5. Estude seus aprendizados

A crise acabou? Que ótimo! Comemore, mas já comece a se preparar para a próxima. A única certeza que temos é que a próxima crise vai acontecer e, justamente por conta disso, aproveite a sua experiência para pensar: o que eu poderia ter feito diferente? Será que poderia ter respondido mais rápido, de forma mais assertiva? Avalie seu desempenho e eventuais aperfeiçoamentos que podem trazer melhorias.

Aqui nesse artigo quis trazer para vocês alguns pontos indispensáveis nesta disciplina, mas pensar sobre a gestão e prevenção de crises é um campo vasto com estudos de caso muito bacanas. Por isso, convido quem estiver interessado no assunto para participar do curso Gestão de Crises nas Redes Sociais, em parceria com a Digitalents.

Por Fernanda Vicentini

Fernanda Vicentini é jornalista e possui onze anos de experiência em comunicação com foco em social media, produção de conteúdo e gestão e prevenção de crises. Em agências de comunicação e publicidade participou de projetos junto a clientes como Ambev, BASF, C&A, Cisco, Grupo CCR, Embraer, Johnson & Johnson, Mercedes-Benz, NET, Pernod Ricard Brasil, Rede D’Or, Rossi Residencial, STB, LATAM Airlines, Unilever, entre outros. Atualmente é Diretora Executiva de Social Media da E|OU-MRM e é integrante do LIVE – Comitê Internacional de Social Media do McCann Worldgroup. Também atua como professora em cursos livres da ESPM, em São Paulo.

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Saiba como usar a estratégia de Inbound Marketing

Os tempos mudaram e o marketing mudou. O advento da internet transformou o comportamento de consumo das pessoas e hoje em dia não há quem faça uma compra sem antes buscar na rede por boas referências do produto ou serviço visado, além da empresa fornecedora. E é justamente por isso que ter uma presença digital bem estabelecida é tão importante para quem quer se destacar no mercado atual.

Ao contrário das estratégias publicitárias tradicionais, que impunham produtos e valores e conceitos através da mídia (tv, rádio, jornais e revistas), hoje para se conquistar um lugar de destaque na rede é preciso investir na atração espontânea de leads ou clientes em potencial. E este é exatamente o foco do Inbound MarketingMarketing de Entrada ou ainda, Marketing de Atração.

Entenda neste post o que é essa estratégia e como ela pode te ajudar a ganhar novos clientes!

O que é Inbound Marketing?

Inbound Marketing se caracteriza pelo uso de estratégias para atração orgânica e espontânea de novos clientes no ambiente digital. A oferta de conteúdos e informações muito bem segmentadas, que vão de encontro às necessidades e interesses do público é a base dessa nova forma de fazer marketing.

Além do ganho de visibilidade, o Inbound Marketing prioriza a construção de uma relação de confiança entre a empresa e seu público como forma de cativar e fidelizar clientes que passam a ser porta-vozes da marca, contribuindo também para sua consolidação na rede.

Ao contrário do Outbound Marketing, que de certa forma, invadia o espaço e empurrava produtos e serviços através da publicidade tradicional, o Inbound Marketing trabalha para atrair e ganhar a confiança do público-alvo, despertando seu interesse e, no momento certo, depois que esse público já deu os sinais de que está pronto para a compra, parte para uma abordagem de venda mais efetiva.

Ganhando novos clientes com o Marketing de Atração

Investir na produção de conteúdo original, de qualidade e otimizado para os mecanismos de busca; ter uma presença constante e relevante nos canais digitais (site, blog, redes sociais) e aproximar-se do público pretendido para construir uma comunicação efetiva com ele são os primeiros passos do Marketing de Atração ou Inbound Marketing.

Isso porque é mais fácil vender para alguém que chegou a uma empresa de maneira orgânica, através de uma busca no Google ou atraída por um post compartilhado nas redes sociais, do que tentar convencer alguém que sequer conhece uma marca a se tornar um cliente.

Depois de atrair é preciso investir no relacionamento com novos leads nutrindo os mesmos com o envio de conteúdos ricos e acompanhar como esses interessados interagem com as ações de marketing, sejam elas campanhas de e-mail ou postagens no site e blog. Esse acompanhamento possibilita a otimização das ações, através da segmentação dos contatos e do estabelecimento de uma relação de qualidade com o público-alvo.

Acompanhando e qualificando esses leads é possível determinar em que momento eles podem receber, por exemplo, campanhas promocionais, ou mesmo serem abordados por uma equipe de vendedores. Depois de feita a venda é hora de trabalhar pela fidelização desses clientes através do envio de conteúdos ricos e promoções exclusivas.

Vale a pena investir em Inbound Marketing?

De acordo com a agência Hubspot, criadora do Inbound Marketing, a estratégia já se consolidou como uma das mais eficientes e baratas para atração, geração e conversão de leads no ambiente digital. Segundo pesquisa realizada pela agência, Inbound Leads custam, em média, 60% menos que Outbound Leads. Isso significa, na prática, que os investimentos em Marketing de Atração são consideravelmente menores e mais rentáveis do que com o Marketing Tradicional. Pronto para começar?

 

Por Sandra Turchi*

 

*Sandra Turchi é Sócia-diretora da Digitalents (www.digitalents.com.br). Consultora e palestrante sobre Marketing Digital e E-commerce. Professora nos MBAs da FGV, FIA e ESPM, onde coordena cursos na área digital desde 2008. Foi eleita uma das profissionais de marketing mais atuantes nas mídias sociais no mundo, pela SMMagazine, dos EUA. Foi executiva de Marketing por mais de 20 anos, tendo atuado em diversos segmentos de mercado. Bacharel em Administração pela USP, pós-graduada pela FGV e MBA pela BSP e Toronto University, cursou também empreendedorismo na Babson de Boston.

Autora do livro Estratégias de Marketing Digital e E-commerce, lançado pela editora Atlas e do blog www.sandraturchi.com.br, além de ser articulista de diversos portais.

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Como o LinkedIn pode apoiar sua carreira?

Embora há 4 anos venha estudando o LinkedIn para aumentar as vendas dos meus clientes, inevitavelmente escuto a pergunta “Como o LinkedIn pode apoiar minha carreira?” de diversos profissionais.

Na verdade, administração de carreira é realmente o que a ferramenta oferece de mais orgânico: quando apresentada de forma fluida e crescente, contando sua trajetória e suas conquistas, é uma grande aliada para que possa expandir seus horizontes.

Esse hábito de falar sobre nós mesmos é muito novo, nunca fomos treinados para o marketing pessoal, para contar aos outros o que fazemos e como resolvemos problemas.

O melhor exemplo disso é que, se por algum motivo perdemos o emprego, percebemos nas conversas com os amigos próximos o quanto eles não sabem sobre a nossa vida profissional, além da empresa para quem trabalhamos e o cargo que ocupamos.

Até mesmo os que convivem conosco não sabem ao certo como colaboramos dentro de uma corporação, quais as nossas verdadeiras habilidades. Assim, é muito provável que você tenha, no seu próprio perfil do LinkedIn, muitas oportunidades para explorar.

Ao longo desses mesmos 4 anos, vide a intensa crise que vivemos e os tantos amigos que perderam o emprego, criei um trabalho voluntário de apoiar profissionais que estavam se sentindo sem rumo nesse novo ambiente de concorrência profissional que se formou com tantos desempregados: chegamos a 14,2 milhões no Brasil!

A aproximação com pessoas em processo de recolocação me permitiu entender ainda melhor o que falta para o profissional: uma proposta de valor pessoal na maioria dos casos é a primeira. Que um momento específico, como o desemprego, não define a carreira de ninguém, é outro.

Créditos: Fernanda Nascimento

Fernanda Nascimento é planejadora de Marketing, especialista em criar estratégias de geração de leads somadas às de conversão em vendas. Com 23 anos de mercado, passou por grandes corporações como a americana Danaher e a alemã Volkswagen. Hoje atua na Stratlab, empresa de consultoria estratégica com operação de marketing digital, garantindo que os planos de seus clientes serão realizados. Apoiadora dos movimentos de empoderamento de pequenas e médias empresas, colabora com a FGV Cenn em cursos como o 10.000 Mulheres, Aceleração Itaú e workshops de Marketing Digital. Também é professora do curso de Pós Graduação em Estratégias de Vendas e Negócios em TI, na BandTec, e treinadora certificada do LinkedIn, na América Latina.

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7 ações para sua estratégia de carreira

Como é difícil colocar em prática tudo aquilo que planejamos em nossa carreira e objetivos de performance profissional!

Uma grande parte do fracasso na execução do planejado está em não transformar nossas estratégias em pequenas ações cotidianas e fazer com que cada uma delas construam, aos poucos, o ponto aonde se quer chegar. Carlos Ghosn, CEO da Renault e Nissan, e um dos 25 executivos mais influentes do mundo afirma que 5% do sucesso é planejamento e 95% é execução.

Confira a seguir 7 dicas práticas para colocar mais execução em seu planejamento de carreira, deixá-lo mais concreto e, assim, conseguir o engajamento necessário para a concretização do que foi planejado:

  1. Tornar tangíveis seus objetivos de carreira

A dica aqui é muito simples: materialize o cenário atual e seus objetivos, torne-os visíveis! Limpe a mesa da sala de jantar, pegue alguns post-its ou papéis coloridos e mão na massa!

Em uma extremidade da mesa desenhe seu cenário atual, o ponto em que sua carreira está hoje, aquilo que te causa desconforto. Na extremidade oposta posicione seu objetivo de carreira ou que pontos de sua performance profissional deseja melhorar.

Ver onde estamos e a distância de nossos objetivos nos faz criar novos padrões neurais e ligações químicas que associadas à prática contribuem para a concretização do planejado, habituando o cérebro a este cenário de conquista.

Como nos diz Ram Charan, “a execução é uma disciplina. Nenhum atleta jamais teve sucesso sem disciplina e treino”.

  1. Seja honesto com seus objetivos 

Este ponto é de importância fundamental para irmos em frente. Muitas vezes, nas sessões de coaching executivo, encontro clientes que trazem como objetivo, por exemplo, uma declaração bastante clara e direta ao ponto: “Quero mudar de emprego!” Pergunte-se com sinceridade que tipo de emoção está por trás deste objetivo.

De acordo com a resposta, este objetivo final pode mudar drasticamente transformando-se em: “Na verdade, quero me relacionar melhor com meu chefe”. Há diversas estratégias para melhorar os relacionamentos no ambiente de trabalho e mudar de emprego talvez seja a menos eficiente.

Participar de grupos para discussão de assuntos corporativos, programas de voluntariado, realizar palestras internas sobre suas atividades são algumas das possíveis estratégias. O importante aqui é que seu objetivo de carreira faça sentido para você, para que você “compre” a ideia de todo o seu planejamento.

  1. Tenha indicadores de sucesso

Muito tempo, estudo e suor será investido na execução deste planejamento de carreira. Tenha muito claro para você todos os sinais de que seu planejamento foi bem sucedido. Além disso, ter clareza sobre quando irá alcançá-lo.

Tudo pode ser mensurado, quantitativa ou qualitativamente. Crie seus próprios indicadores de que o retorno sobre seu investimento valeu a pena! Esta é a única maneira de saber exatamente onde está e a que velocidade que está se movendo.

  1. Entenda seu contexto

Continue estruturando seu cenário, materializando tudo o que está impactando seu momento e de certa forma impedindo que passos consistentes sejam dados em direção aos seus objetivos profissionais.

Aqui não cabe censura ou julgamento. Tudo é importante. Como é possível evoluir com o objetivo de “tornar-me o próximo na linha de sucessão em um ano” sem ser bastante honesto consigo mesmo e compreender que “tenho medo de que meu companheiro não aprove essa ideia”.

Nas palavras de Peter Druker: “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.”

Portanto, entenda todos estes pontos que o seguram hoje, brinque com suas anotações. Elas concorrem com seu cenário atual, bloqueiam ou correm paralelamente? Qual destes pontos que, uma vez resolvidos, irão acelerar a minha carreira e farão com que todos os outros percam a importância?

  1. Entenda o passo a passo até seu objetivo final

Peço agora que você dedique especial atenção para este espaço vazio entre seu cenário atual e seu objetivo futuro. Qual o intervalo de tempo para que essa meta se realize? O que realmente interessa neste ponto é que o tempo para execução das ações planejadas seja factível.

É impossível “concluir uma transição de carreira” em 30 dias! Proponha-se a ações menores, entenda o encadeamento entre cada uma delas. Cada ação será o trampolim para a próxima. Nas palavras de Bernardinho: “É importante ter metas, mas também é fundamental planejar cuidadosamente cada passo para atingi-las.”

A partir de seu objetivo profissional, pergunte-se: “O que deveria ter acontecido imediatamente antes disso?” Assim, você poderá voltar atrás ou corrigir a rota da maneira mais rápida e eficiente possível.

  1. Peça ajuda

Você já colocou tudo no papel, bem diante de você. Como aumentar a chance de bons resultados? Peça ajuda!

Conhece alguém que passou pela mesma transição de carreira que você deseja? Fez movimentos similares em outros setores? Apresente seu planejamento e a forma como suas etapas se conectam. Pergunte se esta pessoa faria alguma coisa diferente, se foi necessário colocar atenção em alguma etapa específica do caminho.

Não tem para quem pedir ajuda? Use sua imaginação! Vá para um ângulo novo ao redor de sua mesa de trabalho. Identifique alguém a quem conheça bem ou com quem se identifique pela sabedoria naquele tema (um guru, um grande executivo, um chefe exemplar). Coloque-se no lugar dele e pergunte qual conselho daria para a execução desse planejamento.

  1. Comemore cada passo

Agora é partir para a execução. Transfira o resultado final para um papel e mantenha-o sempre à sua vista e assuma um compromisso regular de checar o seu avanço.

O que fiz por minha carreira esta semana? Talvez seja melhor até agendar um horário na agenda para não esquecer. Você é capaz de manter os compromissos que assume com você mesmo?

No mais, comemore, e muito, cada pequena vitória na trajetória rumo à carreira que você realmente deseja.

 

Por Luciano Paiva

 

Luciano Paiva é PCC formado pelo Instituto Ecosocial e afiliado ao ICF. Possui 20 anos de experiência corporativa em marketing, com formação em Propaganda e Marketing pela ESPM, pós-graduação em Administração pela FGV e mestrado em estratégia pelo INSPER. Com extensões em psicanálise pelo Instituto Sedes e técnicas sistêmicas, Luciano atua com Aconselhamento e Coaching de Carreira/Executivo pela Digitalents se dedicando a inspirar pessoas a entender o sentido em suas atividades diárias e aplica-lo em sua vida pessoal e profissional.

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